Poesia

Poesia na Estante #1

Hoje é dia de poesia no Estante da Tali! Eu, particularmente, não curto muito poemas, em especial aqueles que você precisa ler com um alto grau de abstração. Mas, criei essa coluna “Poesia na Estante” para cultivar esse gênero aqui no blog também, além da prosa, pois, mesmo não sendo meu gênero preferido, eu também gosto de vários poemas e gostaria de compartilhá-los com vocês.

Para inaugurar essa seção, vou falar sobre um dos meus poemas favoritos: How Do I Love Thee (Como Te amo), de Elizabeth Barret Browning, uma poetisa inglesa. Esse poema é uma declaração de amor de Browning para o marido, e eu o acho muito lindo! Você sente o amor em cada verso…

Vou postar aqui o original e uma das várias traduções que existem dele (e a que eu mais gosto!):

How Do I Love Thee (Sonnet 43)

How do I love thee? Let me count the ways.
      I love thee to the depth and breadth and height
      My soul can reach, when feeling out of sight
      For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday’s
      Most quiet need, by sun and candle-light.
      I love thee freely, as men strive for Right.
      I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with the passion put to use
      In my old griefs, and with my childhood’s faith.
      I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints. – I love thee with the breath,
      Smiles, tears, of all my life! – and, if God choose,
      I shall but love thee better after death.

Como te amo? – Tradução de Sérgio Duarte (In: Três Mulheres Apaixonadas / Gaspara Stampa, Louise Labé, Elizabeth Barrett Browning. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.)

Como te amo? Deixa que te conte:
    Amo-te quanto em largo, alto e profundo
    Minha’alma alcança, se fugindo ao mundo
    Busca a origem do Ser, da Graça a fonte.
De dia, ou quando o sol cai no horizonte,
    Amo do mesmo amor cada segundo:
    O puro amor modesto em que me inundo,
    O amor liberto de quem ergue a fronte.
Eu te amo com a paixão que conhecera
    Nas velhas dores, e com fé tão forte
    Como a da infância; o amor que se perdera
Com minhas crenças; te amo no transporte
    Do pranto e riso, e apenas Deus quisera,
    Mais te amarei ainda após a morte.
 

Não é mesmo muito lindo? Espero que tenham gostado tanto quanto eu. Até o próximo Poesia na Estante!

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