Distopia · Literatura Estrangeira · Resenhas

A Passagem, de Justin Cronin

“Antes de se tornar a Garota de Lugar Nenhum – Aquela que Surgiu, A Primeira, Última e Única, a que viveu mil anos – ela era apenas uma menininha de Iowa chamada Amy. Amy Harper Bellafonte.”

Hoje vou falar de um livro que entrou para a minha lista de melhores livros que eu já li: A Passagem, de Justin Cronin. Ele é o primeiro livro de uma trilogia, que continua com Os Doze e termina com A Cidade dos Espelhos, a ser publicado em 2014.

Esse livro é muito bom, e conta a história de uma experiência científica com um vírus que poderia ser a cura do câncer. Quando os experimentos estão na fase de serem testados em humanos, percebe-se que o vírus causa mutações e deixa as pessoas muito ágeis, rápidas, fortes, ávidas por sangue e sensíveis à luz. Com a quebra do sistema de segurança do laboratório onde ficam as cobaias humanas, elas escapam e acabam “dominando” o mundo, matando pessoas e criando novas criaturas como elas. Para se protegerem, o exército constroi enormes cidades muradas, para onde são levadas muitas pessoas, com o fim de salvar a raça humana. Depois de muitos anos, quando os ataques dos virais (como são chamadas as criaturas) diminuem de intensidade e quando a energia está quase acabando, um grupo de pessoas de uma dessas cidades resolve sair em busca da resolução desse problema e de respostas para novos e estranhos acontecimentos.

A história é muito boa e, apesar de se parecer com várias outras que retratam um mundo pós-apocalíptico, ainda é original e muito bem tramada!

É uma ótima distopia, e apesar, de em alguns momentos ser maio maçante, pois são muitos personagens e muitos detalhes da história, quando chegar o clímax você não consegue largar mais o livro até acabar. Como eu disse nesse post aqui, quando falava sobre Os Doze, continuação d’A Passagem, mesmo tendo partes cansativas, o livro é ótimo, a história é interessantíssima e os personagens, muito legais; tanto que quando terminei de ler, tive vontade de jogar o livro contra a parede de tanta raiva por terminar como terminou e faltar tanto tempo ainda para a continuação…

Mesmo sendo uma distopia, a história passa uma verossimilhança incrível, pois sempre há discussões, na nossa realidade, sobre até que ponto a ciência pode chegar, até que ponto ela pode interferir nos genes humanos. Além disso, o modo como a história é contada também ajuda pra isso, pois há narrativa em primeira e em terceira pessoas e há trechos de documentos que teriam sido utilizados na Terceira Conferência Global sobre o Período de Quarentena Norte-Americano, feito na República Indo-australiana, cerca de 1000 anos depois. Com essa forma de escrita, o texto fica muito verossímil e muito interessante, pois, apesar de ser ficção, se parece muito com uma história real que poderia ter acontecido. Ou ainda pode acontecer.

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