Literatura Estrangeira · Policial/Suspense/Mistério · Resenhas

Os Homens que não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

“A tutela é uma forma de controle bem mais restrita. A pessoa é impedida de dispor livremente de seu dinheiro e de tomar decisões em diferentes áreas… Na Suécia, cerca de quatro mil pessoas se encontram nesta situação (…). Não deixa de ser surpreendente que haja, entre as pessoas colocadas sob tutela, muitas relativamente jovens, com menos de trinta e cinco anos. Uma delas era Lisbeth Salander.”

Os Homens que não Amavam as Mulheres é um bom livro. Ele é o primeiro livro da Trilogia Millennium. A história é original e surpreendente! Eu imaginava uma história completamente diferente e pensava que o livro seria melhor, mas ainda assim, eu gostei bastante. Eu acho também que as primeiras 70 páginas poderiam ter sido resumidas em umas 10, porque achei o começo bem maçante, com todas aquelas descrições da área econômica, mas, enfim, depois de toda essa “introdução”, o resto da história é empolgante e nos deixa com vontade de saber o que vai acontecer no final.

A história desse livro é um enigma a portas fechadas (aquele tipo de romance polical conhecido como “quarto trancado”, quando um crime é cometido em um certo local de onde ninguém, naquele momento, poderia ter saído ou entrado, portanto, os suspeitos são todos os que estavam ali num mesmo momento). Passa-se na vizinhança de Hedestad, Suécia. Em 1966, Harriet Vanger, que era a herdeira do império industrial da família Vanger, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, o acesso à ilha onde ela e vários membros de sua família estavam, estava bloqueado por causa de um acidente na ponte. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca da família, recebe uma flor emoldurada de presente no dia do seu aniversário – o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Ele, então, fica convencido de que ela foi assassinada e de que alguém da família Vanger a matou. Por isso, contrata um jornalista econômico da Revista Millennium que está sendo processado (injustamente) por difamação, Mikael Blomkvist, para investigar o caso e, ao mesmo tempo, escrever um livro com a história da família Vanger, oferecendo em troca informações que podem fazer com que ele possa conseguir “limpar sua barra” e reerguer sua revista. Com as investigações do caso, Blomkvist começa a desvendar esse mistério de anos e, junto com Lisbeth Salander, uma misteriosa hacker (a melhor personagem do livro!), enfrenta perigos e a fúria dos homens que não amam as mulheres.

É um bom livro e, para quem gosta de suspense e de tramas cheias de reviravoltas, Os Homens que não Amavam as Mulheres é um prato cheio!

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4 comentários em “Os Homens que não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

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