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As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis

“O mal será bem quando Aslam chegar,
Ao seu rugido, a dor fugirá,
Nos seus dentes, o inverno morrerá,
Na sua juba, a flor há de voltar.” 
Esta coleção é uma das minhas favoritas! Conheço os livros desde pequena, pois meu irmão era fã e tinha toda a coleção e lia os livros para mim, principalmente O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e O Cavalo e o Menino (ou O Cavalo e seu Menino, na nova tradução).

Todos os sete livros são ótimos, mas o que eu mais gosto é O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que, na minha opinião, tem a história mais legal e os melhores personagens .

As Crônicas de Nárnia, como ficaram conhecidos os livros depois que resolveu-se adaptá-los para o cinema, contam histórias passadas num reino imaginário – Nárnia – para o qual se pode ir apenas quem acredita. A história principal é sobre um grupo de crianças que vão para Nárnia e acabam se tornando os grandes reis e rainhas do país, os irmãos Pevensie: Pedro, Lúcia, Susana e Edmundo, que aparecem, ou são citados, em cinco dos sete livros.

Segue um pequeno resumo de cada um dos livros, de acordo com a ordem cronológica das histórias: 

O Sobrinho do Mago (ou Os Anéis Mágicos, na tradução antiga) é o segundo livro da série, mas é a história que dá origem a todas as outras, pois narra a criação de Nárnia. Digory (ou Ari) e Polly (ou Paula), ao usarem anéis mágicos criados pelo tio de Diggory, o tio André,  são transportados para um bosque cheio de pequenos lagos que servem como portais para outros mundos. Numa primeira visita a um desses lagos, Polly e Digory conhecem o reino de Charn, que está se acabando, e acabam libertando uma feiticeira maligna, a Feiticeira Branca, que os persegue. Os três acabam voltando para o bosque e entrando num mundo onde ainda não existe nada. Aí, então, eles começam a perceber uma música indescritivelmente bela sendo cantada e um mundo criado a partir dela. Primeiro o chão, depois as estrelas, e a escuridão começa a desaparecer com uma luz que vai surgindo. E diante dessa luz eles veem um leão “enorme, peludo e luminoso, de frente para o sol que nascia, com a boca aberta em pleno canto”. E, assim começa o reino de Nárnia… 

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (o primeiro livro da série) conta a história dos Pevensie quando vão pela primeira vez para Nárnia. Eles vivem na Inglaterra, mas, para fugir da 2ª Guerra Mundial, a mãe deles os manda para uma casa no campo, onde um misterioso professor vive. Sem querer, Lúcia acaba achando um guarda-roupa mágico, que os leva até o mundo mágico de Nárnia. Este mundo é habitado por seres estranhos, como faunos, centauros e gigantes, e já foi um mundo pacífico, mas está vivendo sob a maldição da Feiticeira Branca, que fez com que o local estivesse sempre em um inverno sem fim. Sob a orientação do leão Aslam, que governa Nárnia, os quatro irmãos decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio da Feiticeira Branca.

O Cavalo e seu Menino (ou O Cavalo e o Menino, na tradução antiga) conta a história de Shasta, um menino que, ao saber que não era filho de Arsheesh, o pescador, decide fugir da cruel Calormânia. Na companhia do seu cavalo falante Bri, ele parte rumo a Nárnia, onde reina a liberdade. Durante sua viagem pelo deserto, Shasta tenta imaginar o que o estará esperando por lá. Essa história se passa durante o reinado de Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia.

Príncipe Caspian (ou O Príncipe e a Ilha Mágica, na tradução antiga) narra acontecimentos posteriores a O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, contando a próxima visita dos irmãos Pevensie a Nárnia, onde tempos difíceis os aguardam. Os dias de paz e liberdade, em que tudo e todos viviam em paz e harmonia, acabaram, porque há uma guerra civil que divide o reino. O príncipe Caspian, herdeiro legítimo do trono, (que foi usurpado por seu tio Miraz) decide trazer de volta o glorioso passado de Nárnia. Soprando sua trompa mágica, que pertencia à Rainha Susana, ele convoca Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia para ajudá-lo nessa tarefa.

Em A Viagem do Peregrino da Alvorada (ou O Navio da Alvorada, na tradução antiga), Lúcia e Edmundo, juntamente com seu odioso primo Eustáquio, um dos personagens mais legais inseridos na história, embarcam numa viagem cheia de aventuras e descobertas, a bordo do navio Peregrino da Alvorada, junto com o agora Rei Caspian, rumo às Ilhas Solitárias, em busca dos sete amigos desaparecidos do seu pai. Eles encontram um dragão, uma serpente do mar, um bando de criaturas invisíveis, um mágico e o próprio Aslam, o Grande Leão, que os presenteia com uma promessa especial.

Em A Cadeira de Prata, Eustáquio está de volta, junto com Jill, sua amiga de escola. Tentando fugir da escola horrível onde estudam, Eustáquio tem a  ideia de fugir através de magia. Então, eles se dão as mãos e concentram toda a sua força de vontade para que algo aconteça. De repente, então, eles se veem à beira de um alto precipício, muito acima das nuvens, no reino de Nárnia. Eustáquio perde o equilíbrio e cai e Jill fica desesperada, mas aí ela sente ao seu lado uma presença calorosa: o Leão. Assim começa mais uma crônica de Nárnia, cheia de aventura e ótimos personagens.

A Última Batalha é, infelizmente, o último livro da coleção. É uma história muito emocionante, que conta a batalha final de Nárnia. O rei Tirian, ajudado por Jill e Eustáquio, terá de enfrentar os calormanos, um povo cruel, num combate que decidirá, finalmente, a luta entre o bem e o mal. Mas,  mesmo com tudo isso acontecendo, há muitas dúvidas e confusão ao redor, que abalam o reinado de Tirian. Novos e velhos personagens se unem para a hora mais negra (e final) de Nárnia.

Para o cinema já foram adaptados três livros: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-RoupaPríncipe Caspian e A Viagem do Peregrino da Alvorada. Na minha opinião, os filmes deixaram um pouco a desejar, principalmente o primeiro e o terceiro, o primeiro porque faltou um pouco de emoção (principalmente na ressurreição de Aslam) e o terceiro porque ficou muito diferente do livro. Mas, enfim, ainda são muito bons e muito bem produzidos! Adoro todos também!
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